Aviação no Brasil dobrará nos próximos 20 anos

Aviação no Brasil dobrará nos próximos 20 anos

 

Com um valor adicionado bruto de US$18,8 bilhões à economia nacional, a aviação gera mais de 800 mil empregos diretos e indiretos e seguirá crescendo. Apenas no mercado doméstico, o número de passageiros alcançará 207 milhões em 2038, segundo cálculos da Airbus. A estimativa corresponde a mais que o dobro do número do  ano passado, de 84,3 milhões.

Com o aumento da demanda, o Rio de Janeiro, ao lado da mexicana Cancún, deverá se tornar uma “megacidade da aviação”, como a Airbus chama as cidades com mais de 10 mil passageiros por dia em voos de longa distância. Na América Latina, São Paulo, Buenos Aires, Santiago, Lima, Bogotá, Cidade do México e Cidade do Panamá já se encaixam nessa categoria. São Paulo é a única da região com mais de 20 mil passageiros nesses voos atualmente, e deverá ter mais de 50 mil em 2038.

Para atender o crescimento do setor, a fabricante de aviões projeta que serão necessários 47,5 mil pilotos e 2,7 mil novas aeroraves– 1.160 para substituir equipamentos que já estão operando e 1.540 extras. Atualmente, 1.460 jatos estão em atividade na região.

A maior demanda na América Latina (89% do total) será por aviões de pequeno porte, que comportam até 210 passageiros – segmento em que a Embraer atua. As aeronaves de médio porte, com capacidade para até 300 passageiros, responderão por apenas 7% da demanda e as de grande por 4%.

Excelente momento

O estudo O valor do transporte aéreo no Brasil: desafios e oportunidades para o futuro, realizado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), destaca que o desenvolvimento pode ser ainda maior do que o calculado pela Airbus, com potencial de crescer quase 5 vezes em 20 anos.

As perspectivas de crescimento estão amparadas em um contexto que já mostra ótimos rumos no setor.  A redução no ICMS sobre o querosene, por exemplo, proporcionou aumento de frequências aéreas em 20 estados brasileiros. Conforme dados do Centro de Inteligência e Economia do Turismo (CIET), com base em informações da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as regiões Nordeste (32%) e Sul (28%) foram as mais contempladas com novas frequências. Individualmente, Rio Janeiro (100 frequências), Bahia (96) e Paraná (69) são os principais destinos.

Outro braço do setor que tem crescido e aumentado as oportunidades de trabalho é a Aviação Executiva, com direito a aeroporto específico e tudo. O primeiro empreendimento do tipo no Brasil foi inaugurado em dezembro, no município de São Roque (SP), com capacidade para 200 mil pousos e decolagens domésticos e internacionais por ano.